Check In na web

É bem verdade que a era digital vem trazendo uma série de facilidades, que incluem também a maneira como viajamos. Entre elas, o check-in antecipado, que pode ser realizado através de computadores, smartphones e tablets. Esse serviço já é uma realidade antiga para companhias estrangeiras e mais recente no Brasil. Avançamos tanto, que as duas principais companhias aéreas brasileiras passaram a oferecer até a possibilidade de atrasar ou antecipar embarques via digital e sem o pagamento de taxas, algo até então inimaginável para este setor.

Antecipar o check-in é uma comodidade, principalmente para quem viaja a negócios e não tem bagagem para despachar. Desta forma, basta realizar o procedimento, imprimir o cartão de embarque (em papel ou na tela do dispositível móvel) e embarcar. Em tempos de filas quilométricas nos saguões dos aeroportos, fazer o check-in antecipado é uma maneira de ganhar tempo, tanto indo para o aeroporto, quanto dentro do terminal.

Se não houver nenhum atraso de voo, o método funciona como um relógio: chegada no aeroporto meia hora antes do voo, embarcou e pronto. Aquele acontecimento que é uma viagem aérea, que começa muito antes do embarque, cai literalmente por terra. Estou falando de praticidade e não de quem curte a emoção de voar.

Tudo certo, tudo muito bom, mas será que fazer o check-in antecipado vale mesmo à pena? É preciso levar em consideração alguns detalhes importantes. O primeiro deles é o imprevisto. Se acaso ocorrer algo que atrase a chegada ao aeroporto, com o check-in realizado, a companhia aérea vai considerar como “no show”, ou seja, que o passageiro perdeu o voo. Dependendo da regra da passagem, pode não haver restituição da tarifa e sempre há cobrança de multas pesadas para quem perde voo mesmo sem realizar o procedimento com antecedência.

Para quem viaja cheio de malas é uma questão controversa. Nem todas as companhias disponibilizam em todos os aeroportos balcões exclusivos para despacho de malas de passageiros com check-in antecipado. É bem verdade que elas estão trabalhando para isso, mas ainda não é uma relaidade concreta de Norte a Sul. Desta forma, o passageiro não usufruirá em nada do ganho de tempo, uma vez que terá de se dirigir a um balcão, enfrentar fila, despachar a bagagem e embarcar. Esse trâmite não pode ser feito meia hora antes do voo, pois é humanamente impossível.

Então qual seria a melhor opção? Resumindo a ópera: vai viajar sem despachar bagagem e está sem tempo? Faça o check-in na internet e reze para não ficar preso no trânsito ou surgir algum imprevisto. Vai despachar? Então não ultilize esse recurso. Muitas vezes a tecnologia pode facilitar a nossa vida, mas também pode nos colocar em ciladas que, dependendo do caso, costumam sair muito caras.

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Eduardo Gregori

Eduardo Gregori é jornalista profissional e consultor de viagens. Eduardo Gregori is a professional journalist and travel consultant.

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