Copenhague, do império viking à ultramodernidade

Imagine um lugar com um dos melhores índices de desenvolvimento humano (IDH) do mundo – este ano, ocupa a 15ª posição –, salário mínimo equivalente a R$ 5 mil, serviços públicos como saúde e educação gratuitos, violência quase nula, título de país com a população mais feliz do planeta (segundo pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), belíssimas paisagens naturais e referência mundial em design. Esse lugar tão cheio de predicados é a Dinamarca, nação escandinava que é o berço dos vikings e mescla com elegância tradição e ultramodernidade. Engana-se quem pensa que o cinza e o branco do frio, cores predominantes quase o ano todo, afetam o jeito de ser do dinamarquês. Sem o estresse da violência urbana e a pressão cotidiana dos grandes centros, o povo é muito receptivo e caloroso, do tipo que abre um sorriso no rosto e ainda dá dicas sobre o que deve ser visto quando é parado por um turista atrás de informação.

Quem está planejando a próxima viagem deve incluir a capital, Copenhague, no roteiro, especialmente neste momento, em que o governo está de olho no brasileiro. Nossa fama de povo que mais deixa dinheiro e que passa mais dias num mesmo destino já chegou à Escandinávia. De acordo com o Visit Denmark, órgão que promove o turismo no país, os brasileiros só perdem em número para os russos e os turistas domésticos, mas ainda estamos no topo da lista dos que mais permanecem em solo dinamarquês. E a intenção do órgão é expandir ainda mais o número de visitantes saídos do Brasil. Recentemente, foram convocados a Copenhague operadores de turismo do Brasil para uma série de workshops sobre o país escandinavo que devem resultar na elaboração de pacotes específicos para os brasucas.

Viajar para a Dinamarca, apesar da distância, não é complicado. A maioria dos voos parte de São Paulo, com conexão em Frankfurt. Há voos também pelo Rio, com conexão em Londres. São 11 horas e meia desde a capital paulista até Frankfurt e mais uma hora e meia até Copenhague. É preciso estar atento à conexão em Frankfurt, uma vez que o maior aeroporto da Europa, além de corredores gigantescos, tem dois pontos de parada obrigatória: a imigração e a inspeção pessoal e de bagagem de mão. Para quem fuma, o aeroporto de Frankfurt é um dos poucos do continente a contar com fumadores. A segunda parte do trajeto é bem tranquila e rápida e, mesmo sendo um voo internacional, não conta com grande serviço de bordo e a executiva não passa de bancos maiores em couro e com espaço mais amplo do que na econômica.

Em solo dinamarquês
A experiência de conhecer um país tão desenvolvido quanto a Dinamarca começa logo após o desembarque. Ao contrário de outras cidades em que a ligação entre o terminal e a região central é feita apenas por automóveis (transfers, táxis ou carros particulares), quem chega ou parte de Copenhague pode escolher, além desses serviços, trem ou metrô. A cidade é uma das poucas no mundo a ter duas distintas linhas férreas servindo o aeroporto. E ao tomar um táxi ou pegar um transfer, não é necessário sair correndo atrás de um carro, gritar para conseguir na marra um transporte. Tudo funciona como um relógio e pode ser contratado dentro do saguão. Mesmo para quem já saiu do terminal, basta se aproximar do veículo, entrar e informar ao motorista o destino.

O câmbio pode ser feito ainda no desembarque e é um tanto favorável para os brasileiros se comparado ao euro. Apesar de fazer parte da comunidade europeia, a Dinamarca manteve sua moeda, a coroa dinamarquesa, que vale aproximadamente R$ 2,50. Mesmo mirando o turista brasileiro, o país ainda não realiza câmbios diretos entre real e coroa. Por isso, é preciso levar dólares ou euros ou, ainda, optar por retiradas internacionais, serviço oferecido por bancos que operam no Brasil e em outros países. É bom lembrar que, por segurança, levar uma quantia em efetivo é sempre o mais adequado.

Taler du dansk? (você fala dinamarquês?)
Se a língua oficial da Dinamarca, meio parecida com o sueco e o norueguês, parecer um empecilho, nada que o inglês não resolva. Os dinamarqueses aprendem a língua inglesa no ensino fundamental, por isso, o turista que não conseguir “enrolar a língua” no idioma local, mas falar inglês, vai se sair bem. Mesmo quem não domina outros idiomas vai se sentir em casa. Nos hotéis, pontos turísticos e até nas ruas, as pessoas se esforçam para entender quem chega de fora.
Com uma certa proximidade da Espanha e de Portugal, o espanhol e o português não são assim tão desconhecidos e não causam estranheza. Por isso, basta tentar e, de alguma maneira, será possível se comunicar. Porém, se na remota hipótese de a comunicação não acontecer, sem problema. Quem visita Copenhague não precisa sequer pedir informação.
A cidade é tão organizada que é praticamente impossível se perder. Pequena e charmosa, pode ser percorrida a pé tranquilamente e, se eles começarem a doer, é só pegar um barco, se embrenhar pelos canais e descer onde bem entender. Há também metrô, ônibus e luxuosos táxis com bancos de couro e seus motoristas muito bem educados.

Pedalando pela cidade
Para os mais esportivos e ligados na ordem mundial da sustentabilidade, há bicicletas para serem alugadas, e Copenhague é bem provida de ciclovias que cortam praticamente toda a sua extensão. E não é preciso temer o trânsito, pois pedestre e ciclista têm prioridade e o respeito dos motoristas.

Se no Brasil o hábito de pedalar como meio de transporte urbano é novo, na Dinamarca é tradição desde o século XIX. Em uma cidade relativamente pequena, plana, com ruas estreitas e muito ligada na questão do meio ambiente, andar de bicicleta não é apenas a maneira mais politicamente correta de se deslocar, mas também a mais eficiente. A prática não distingue classes sociais, reunindo de executivos a operários nos mais de 400 quilômetros de ciclovias. E a própria população estimula a atividade. É comum ver pelas ruas pais empurrando crianças pequenas em suas bicicletinhas e ninguém acha ruim ou se sente incomodado ao cruzar um idoso que anda um pouco mais devagar. O serviço de aluguel é oferecido em hotéis e em várias pontos da Capital. Basta pegar uma, pagar e sair pedalando.

Destino de luxo
Conhecer a Dinamarca é, definitivamente, para o turista que aprecia história, cultura, design e alta gastronomia. Aqueles que vislumbram paraísos de compras repletos de promoções irão se decepcionar. Manter o bem-estar social em níveis tão elevados custa caro e por isso a Dinamarca é um dos países em que mais se paga imposto no mundo. Um trabalhador deixa para o governo aproximadamente metade do seu salário anual em impostos. Além disso, o elevado padrão econômico nacional assusta à primeira vista quem chega com uma moeda menos valorizada. Ou seja, para visitar a Dinamarca é para quem não precisa pensar no orçamento da viagem e que, em momento algum, ficará fazendo conversão para saber se está gastando demais. E para quem não tem medo de gastar, a cidade é um verdadeiro parque de diversões.

Tivoli Gardens

Diferente de grandes metrópoles com seus megashopping centers, Copenhague conservou o tradicional hábito do comércio no Centro. É lá que ficam calçadões onde é possível fazer de tudo: degustar cervejas típicas, tomar um delicioso café ou chocolate quente, saborear um smooshi (pratos reduzidos na escala do sushi), escolher suvenires, comprar roupas e produtos de marcas locais nos magazines ou peças exclusivas nas lojas de grifes internacionais.

Fãs de design encontram facilmente em Copenhague itens desenhados por mitos como Bang & Olufsen, Arne Jacobsen e Hans Wegner. O preço de uma peça assinada acompanha a relevância de seu criador. Uma poltrona egg, por exemplo, custa aproximadamente R$ 9 mil e está entre as mais em conta. Mas o design abrange tudo, de aparelhos eletrônicos a sofás e iluminação. Tudo produzido com extremo bom gosto, acabamento impecável e desenho ultramoderno e exclusivo.

Quem está habituado a fazer compras até altas horas da noite vai estranhar. O ritmo dinamarquês é bem distinto da maioria dos países ocidentais. Por lá, o povo acorda cedo, almoça cedo (por volta do meio-dia) e janta cedo (por volta das 18h). Esse hábito se reflete também no comércio, que abre por volta das 8h e fecha às 18h. Os notívagos têm a opção de curtir a noite em casas noturnas, mas é entre o meio da tarde e até pouco mais de 22h que a cidade vibra em seus vários cafés, bistrôs e bares ao longo dos canais, onde é possível desfrutar da bela paisagem, do movimento, de um bom bate-papo, da boa cozinha e de bebidas típicas.

Se a intenção for ter uma experiência gastronômica totalmente nova, tem o Noma, do chef René Redzepi, considerado pela revista Restaurant e pelo Guia Michelin o melhor restaurante do mundo. Com tamanha fama, conseguir uma reserva é quase impossível, mas não custa tentar. Outro restaurante aberto recentemente por Matt Orlando, ex-chef do Noma, já disputa a atenção dos comensais mais exigentes. O Amass pratica em boa parte o que os restaurateurs chamam de a nova cozinha dinamarquesa, cujo princípio é produzir praticamente todos os ingredientes. Do lado de fora, a horta bem-cuidada se transforma todas as noites em coadjuvante na elaboração de pratos que é preciso apreciar como arte, não como simples comida.

Saiba mais

Noma
Strandgade 93 DK-1401 Copenhague K
www.noma.dk

Amass
Refshalevej 153 1432 Copenhague
www.amassrestaurant.com

Uma cidade sustentável
Nenhum outro país leva a sustentabilidade tão a sério quanto a Dinamarca. A população dá a sua contribuição para diminuir a emissão de carbono na atmosfera pedalando (mais de 50% dos residentes de Copenhague utilizam bicicleta), reciclando o lixo e abastecendo suas despensas apenas com produtos orgânicos. Para se ter uma ideia, até as cervejas dinamarquesas têm versões totalmente orgânicas.

O estímulo sustentável vem de todos os lados, incluindo supermercados, restaurantes e feiras, que preferem os produtos locais e produzidos na cidade e nos arredores, descartando os que vêm de longe e cuja produção demanda alto consumo energético. Esse novo modo de pensar conquistou também chefs e culminou no desenvolvimento da tal nova cozinha escandinava. “Pensar em sustentabilidade na cozinha é elaborar uma comida livre de agrotóxicos e com produtos de época”, aponta Martin Anker Sørensen. Trabalhando para uma grande empresa, o chef explica que os dinamarqueses deixaram para trás sua tradicional cozinha, baseada em gordura, para se dedicar a frutos do mar, frango, frutas, legumes frescos e carne do porco, preparada de maneira saudável. “Escolhemos ter refeições saudáveis e isso não significa deixar de comer o que é saboroso. É importante valorizar o que é produzido na cidade, pois essa produção não demanda transporte e tempo para chegar até aqui, além de não contribuir para as altas emissões de carbono. Por exemplo: a produção de um suco é global, a caixa vem de um país, a bebida de outro e isso gera um alto e desnecessário gasto de energia”, avalia.

Outra questão importante, de acordo com Sørensen, é que os produtos sejam de época. “Hoje em dia, uma fruta pode ser produzida artificialmente em qualquer período do ano. Porém, ela será sempre mais saborosa e saudável na estação que naturalmente deveria ser colhida”, diz. As mudanças trouxeram ainda mais melhorias para a qualidade de vida dos dinamarqueses. Copenhague é uma das capitais menos poluídas do mundo e com um dos menores índices de obesidade.

Construção de embarcações no estilo Viking
Construção de embarcações no estilo Viking

Democracia acima de tudo
O dinamarquês orgulha-se de viver em um dos países mais democráticos do mundo, onde a liberdade de expressão e do modo de viver é respeitado em suas diversas facetas. O mais palpável deste estado democrático é a Cidade Livre de Christiania, comunidade autônoma dentro de Copenhague, regida por uma lei criada especialmente para ela em 1989 e que transfere partes da supervisão da área do município de Copenhague para o estado.

Nas ruas de Christiania quase tudo é permitido, mas é o comércio legal e o consumo livre de cannabis que mais chama a atenção dos estrangeiros. A polícia ou outra autoridade não pode interpelar qualquer cidadão, dinamarquês ou estrangeiro, que esteja vendendo ou consumindo algum tipo de droga dentro dos limites da comunidade. O bairro não tem atrações turísticas e suas edificações degradadas pelo tempo contrastam com o impecável design e conservação de todo o resto da cidade.

Mesmo assim, a “cidade livre” é um dos lugares mais visitados da capital dinamarquesa. Os guias locais alertam que é bom ter cuidado ao entrar em Christiania e nunca visitar o lugar à noite. E vale informar que fotos não são toleradas pela comunidade. Assim, se for visitar o bairro, jamais saque uma câmera do bolso. De um modo geral, passear pelas ruas de Christiania é bem tranquilo. No máximo, alguém irá pedir dinheiro e só. Ao deixar o local, uma placa avisa o status de território: “você está voltando para a comunidade europeia”. Pisar fora do bairro significa perder o direito de usar drogas livremente.

Visita indispensável

Tivoli Gardens
www.tivoli.dk
É um dos jardins mais antigos da Europa. Construído no século XVIII, é o local mais visitado de Copenhague por sua beleza natural e atrações, entre elas parque de diversões, restaurantes, palco de shows, coretos, lago, fontes, aves e belíssimas flores. Os dinamarqueses dizem que foi o Tivoli a fonte de inspiração para Walt Disney construir sua primeira Disneylândia, na Califórnia (EUA). Os jardins também teriam inspirado o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen a escrever o clássico infantil O Rouxinol.

Rosenborg Castle
http://dkks.dk
O castelo construído em 1606 pelo rei Christian IV abriga a maior e mais importante coleção cultural e de joias reais da Dinamarca. Transformado em museu, o castelo mantém uma mostra permanente com as peças que pertenceram ao rei Christian IV, sua esposa e filhos. Ali estão expostos coroas, cetros, espadas, colares, anéis e brincos, entre outras relíquias. Outros monarcas habitaram o lugar e cada um construiu uma câmara, modificando a arquitetura original. O passeio pelo castelo revela a maneira rebuscada no modo de vestir e de construir, vivida pelos regentes. O tour passa inclusive pelo cômodo mais íntimo e reservado da habitação: o banheiro. No último piso fica o grande hall, onde estão o trono de coroação, guardado por três leões de prata, além dos tronos do rei e da rainha.

Sala do trono no Frederiksborg Castle

Frederiksborg Castle
www.dnm.dk/dk/index.htm
Erguido por pelo rei Christian IV nas primeiras décadas do século XVII, Frederiksborg é o maior castelo em estilo renascentista da Escandinávia. Imponente e de grandiosa beleza, o castelo, que fica em Hillerød, ao Norte de Copenhague, é circundado por um lago e tem um dos mais belos jardins barrocos da Europa, inspirado nos jardins dos castelos italianos.

A visita explora praticamente todos os cômodos, mostrando peças originais da época em que serviu como moradia oficial da corte dinamarquesa. Mobiliário, decoração, retratos e até o guarda-roupas da monarquia fazem parte da mostra. O castelo tem sua própria capela, na verdade uma verdadeira e majestosa catedral. Ali a família real participava de cerimônias solenes. Hoje, o templo é aberto ao público e missas são celebradas normalmente no local.

A capela também é a casa da Ordem do Elefante, uma das mais antigas e respeitadas ordens de cavalaria da Europa. A própria rainha Margarida II e sua família fazem parte da ordem e estão representados, assim como todos os membros ilustres, em escudos afixados nas paredes do templo.

Roskilde Cathedral
www.roskildedomkirke.dk
A pacata Roskilde, a 30 quilômetros de Copenhague, guarda um dos mais grandiosos monumentos de todo o mundo: a catedral de Roskilde. Sua importância histórica colocou-a na lista de patrimônio histórico mundial da Unesco. De arquitetura medieval, o templo é a morada final dos reis dinamarqueses. Entre os monarcas que estão enterrados ali estão os reis vikings Harold Bluetooth e seu filho, Sweyn Forkbeard, conquistador da Inglaterra. Ao todo, estão sepultados 40 reis e rainhas e, atualmente, a cripta da rainha Margarida II e seu marido está sendo erguida dentro da edificação. A catedral funciona normalmente com missas e casamentos. É possível fazer visitas guiadas em grupos ou privadas. Basta contratar o serviço na recepção.

Viking Ship Museum
http://www.vikingeskibsmuseet.dk/
Foi de Roskilde que os vikings partiram em seus barcos para conquistar a Escandinávia. Há registros que indicam que esses bravos e temidos guerreiros chegaram à Groenlândia no século X e à América do Norte no ano 1.000, quase meio século antes de Cristóvão Colombo. Resgatar a história dos vikings é a missão do museu construído em 1969 e onde estão expostas cinco embarcações descobertas no fiorde, na época o portal da Dinamarca para o mundo. Além das embarcações, há exibição de um documentário sobre a descoberta dos navios e mostras sobre os costumes vikings. Do lado de fora, o visitante entra na réplica de um barco e sai para o mar. O museu tem ainda uma oficina onde réplicas das embarcações são construídas com ferramentas semelhantes às utilizadas por eles. É possível acompanhar o processo e ter acesso aos materiais usados pelos profissionais.

Mercado no centro de Copenhague

Canal tour
Um dos principais cartões-postais de Copenhague são os canais que cruzam a cidade. A água é tão limpa que, durante o Verão, servem de praia artificial e é lá que os moradores vão tomar sol e mergulhar. Se o turista ou o clima não permitirem entrar na água, ótima opção é passear pelo canal em tours. As embarcações passam pelos principais pontos turísticos, como o antigo prédio da bolsa de valores, a biblioteca real, a opera house e a estátua da Pequena Sereia, o conto infantil mais famoso de Hans Christian Andersen

Onde se hospedar

Radisson Blu Scandinavia Hotel
www.radissonblu.com/scandinaviahotel-copenhagen
Um dos maiores hotéis da Dinamarca, o Radisson Blu Scandinavia possui 544 suítes em um edifício de 26 andares. Perto de tudo, o hotel tem uma das vistas mais bonitas da cidade. Bares, restaurantes, cassino e academia são alguns dos serviços agregados à edificação.

Copenhagen Admiral Hotel
www.admiralhotel.dk
Bem próximo ao Centro, o hotel quatro estrelas possui 366 suítes e é um dos mais tradicionais de Copenhague. Construído em 1787 na zona portuária, fica estrategicamente próximo a lojas, teatros e atrações turísticas, entre elas Amalienborg, a residência da família real dinamarquesa. O Admiral abriga o Salt, um dos melhores bares e restaurantes da cidade.

 

Bella Sky Comwell
www.bellaskycomwell.dk
Os dois edifícios ultramodernos em forma de trapézio do Bella Sky Comwell rasgam o horizonte de Copenhague, reafirmando a posição da capital dinamarquesa como meca do design. Não apenas a edificação, mas todos os espaços internos, o mobiliário e a decoração são peças de design. A vista do alto de seus 28 pisos mostra que a Suécia está bem ali do lado. São 812 suítes, além de um centro de convenções com capacidade para receber mais de 1,5 mil pessoas ao mesmo tempo. O 17º andar é exclusivo para mulheres. Chamado de Bella Donna, serve como uma área para o conforto feminino, com toalhas gigantes, revistas femininas, cosméticos, minibar com smoothies (bebida à base de frutas) e champanhe.

O Bella Sky Comwell possui três restaurantes e dois bares, entre eles o The Balcony ou o Sky Bar, ambos no 23º andar, com paredes inteiriças de vidro e uma vista estonteante da cidade. Além disso, o hotel possui seu próprio spa e academia. Na onda da sustentabilidade, o Bella Sky Comwell abriga 600 mil abelhas, que são mantidas no telhado de um dos edifícios. A ideia é ajudar na expansão da área verde de Copenhague por meio da polinização. O dinheiro obtido com a venda de mel é doado para o Sundholm Shelter, abrigo que cuida de desabrigados.

First Hotel Twentyseven
www.hotel27.dk
Com perfil mais de voltado para negócios, o hotel também pode ser aproveitado pelo turista, uma vez que fica no coração de Copenhague e a poucos metros da Rådhuspladsen, praça que está bem no meio da cidade histórica. São 200 suítes divididas nas categorias standard e luxo, além de um aconchegante bar-lounge, restaurante e sala de vinho.

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Eduardo Gregori

Eduardo Gregori é jornalista profissional e consultor de viagens. Eduardo Gregori is a professional journalist and travel consultant.

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