Pucón: entrada para a cordilheira dos Andes

A pequena Pucón fica a 870 ao Sul da Capital e está caindo no gosto dos brasileiros, especialmente daqueles que já exploraram as regiões vinícolas, se arriscaram pelo Deserto do Atacama, molharam os pés no Oceano Pacífico em Viña Del Mar e Valparaiso, ou ainda quem já passeou pela bela e agitada Santiago. Para esse turista, que ainda quer desbravar o Chile, o que mais atrai é a estonteante e onipresente natureza. O país é o campeão mundial em quantidade de vulcões, se diz que há mais de 500, sendo que 60 tem registro histórico de erupções. E a principal atração de Pucón é justamente seu vulcão, o Villarrica, cuja forma lembra o monte Fuji, no Japão.

O Villarrica tem neves eternas em sua parte superior, o que o faz ainda mais cativante. Ele é o cartão postal desta aconchegante cidade, mas seria injusto dizer que é sua única atração. Longe disso, Pucón é considerada a capital chilena do turismo outdoor, mas não precisamente de esportes extremos, já que a maioria das atividades que podem ser realizadas aqui são para curtir em família em praticamente todas as estações do ano. Há rafting, caiaque, arvorismo, caminhadas, trilhas para mountain bike, atividades aéreas como parapente e para-quedismo, vôos panorâmicos, pesca esportiva, golfe e, claro, no Inverno esportes como o esqui e o snowboard. As pistas são excelentes para todos os níveis de esquiadores e a temperatura é super agradável em dias ensolarados. Cafeterias, restaurantes e lojinhas abrigam a galera na hora do descanso ao som de boa música.

Conquistando o Villarica
Apesar das muitas atividades que o destino oferece, uma com certeza chama mais a atenção: a subida até a cratera do Villarrica. É preciso ir com um guia e se assegurar que a empresa que presta o serviço tenha um bom equipamento para chegar com segurança aos 2.847 metros de altitude. Nesta excursão há uma regra que jamais deve ser desrespeitada: nunca se afastar do grupo e sempre seguir o caminho indicado. E por sobre tudo isto, nunca realizar a subida por conta própria. Os experts em escalada avisam que a montanha é traiçoeira. A experiência de estar na boca da cratera olhando a lava incandescente é única e inesquecível e, vale a pena o esforço.

Rafting en Pucón

Aventura e relax
Para quem curte adrenalina, recomenda-se o rafting no rio Trancura. Os esportistas dizem que neste rio a atividade é de grau 2 e 3 no seu lado baixo, ou seja, um pouco acima da média e pode ser realizada por pessoas a partir dos doze anos. Mas se o turista não gostar de água, pode optar por uma incursão pelas cavernas vulcânicas, nas encostas do Villarrica. Ali é possível desfrutar de uma escuridão e silêncio absolutos. E graças a atividade vulcânica, em Pucón há há dezenas de centros termais, locais onde é possível simplesmente relaxar.

Lugar bucólico
Mas quem pensa que Pucón é só adrenalina, está enganado. Fora da temporada de Verão, a cidade mostra sua tranquilidade e charme. Há um bom comércio, danceterias, bares transados, cafés e restaurantes com lareiras. Para aproveitar a cidade durante o dia, recomenda-se um passeio pela zona rural, a pé, a cavalo, de bicicleta ou até mesmo de carro. As paisagens bucólicas formadas por extensos campos de vegetação em tons laranja e amarelo são incansáveis de se admirar. Um bom lugar para ter contato com a natureza e o Parque Termal Menetue. Ele fica na orla da lagoa Ancupulli e tem instalações bem ao estilo patagônico. Está catalogado como o centro termal mais exclusivo de Pucón e possui um spa com piscinas cobertas ao ar livre, além de serviços de sauna, banhos de vapor, jacuzzi, ducha escocesa e variadas aplicações de terapias e massagens. O restaurante Fusión, combina com arte a gastronomia indígena dos Mapuche, a patagônica e as carnes exóticas.

Cruce andino em Pucón

Travessia
Cruzando Pucón significa “Entrada para a Cordilheira”, na língua Mapuche, porta para uma das regiões mais ricas em águas termais e reservas ecológicas do país andino. E é justamente por entre essa entrada que se faz um dos mais belos passeios, a travessia até a cidade argentina de San Martin de Los Andes. Durante muito tempo, o chamado Cruce dos Lagos Andinos foi um dos programas turísticos mais vendidos no Brasil. Cruzar a mítica cordilheira dos Andes entre o Chile e Argentina tem um ar de aventura, onde se mistura natureza, belas paisagens e o plus de estar em dois países numa mesma viagem. O mercado tem atualmente uma nova opção nessa travessia. Ela tem Pucón como ponto de partida, com três noites de estadia. A saída para a Argentina tem inicio pelo passo Hua-Hum, margeando os lagos Villarrica, Calafquén, Panguipully e a reserva de Huilo Huilo, com sua bela cachoeira. Assim se chega a Puerto Fuy, onde se embarca na balsa que navega por hora e meia até Puerto Pirihueico. Depois dos trâmites de imigração, embarca-se na lancha Patagônia 1. Esta é a segunda parte do programa Travessia Navegando Chile Argentina, singrando os lagos Nonthué e Lacar, fazendo uma curta caminhada na ilha Santa Teresita para chegar, após duas horas, No final do percurso, em San Martin de los Andes. A travessia completa dura perto de dez horas e quando o clima complica, o trajeto se faz tranquilamente pelo passo Mamuil Malal. No dia seguinte há tempo suficiente para conhecer a cidade e fazer compras. A tarde se inicia a excursão aos Sete Lagos, que percorre os Andes do lado argentino até chegar a Villa La Angostura, uma parada para o café e chocolates e a viagem continua até San Carlos de Bariloche, onde se tem dois dias para passeios. Quem deseja, pode retornar ao Chile ou optar pela extensão do programa, incluindo Bariloche e Buenos Aires, e desde aí voltar ao Brasil. Informação em www.inoutpatagonia.cl

 

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Eduardo Gregori

Eduardo Gregori é jornalista profissional especializado em turismo. Eduardo Gregori is a professional tourism journalist

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