Sydney: destino praiano do outro lado do mundo

Talvez, o que torne Sydney tão interessante seja a mescla da organização britânica — herança da colonização — com uma descontração de cidade litorânea, e ainda grandes espaços abertos, erguidos para apreciar as belas paisagens naturais ou concebidas pelas mãos do homem. Ainda do avião vejo a Opera House, símbolo de Sydney para o mundo, apinhada de gente. O lugar recebe visitantes o dia inteiro, mas é no finalzinho da tarde que o passeio fica ainda mais interessante, com o sol se pondo e seus raios iluminando esta majestosa obra da arquitetura moderna. Mas antes de esmiuçar a mais deslumbrante casa de ópera do mundo, é preciso, primeiro, falar da vibe de Sydney. Como está na borda do Pacífico, o clima da cidade é muito ligado a água. E essa conexão deixa a atmosfera ainda mais descontraída. Bermuda, camiseta básica e um bom par de chinelos são quase um uniforme, principalmente no Verão. Então, se você planeja visitar a cidade, não esqueça de roupas leves. É claro que lugares mais formais como uma galeria ou um teatro, pedem peças mais sóbrias, mas durante o dia e passeando, seja no Centro ou em qualquer outro ponto turístico, quanto mais à vontade, mais integrado aos locais se estará.

Sydney Harbour

Para começar a conhecer Sydney, passe primeiro pelo Sydney Harbour. O lugar é como a novaiorquina Times Square. Tenha paciência, porque é cheio de turistas o tempo todo e muitos deles com seus irritantes paus de selfie ou GoPros a captar imagens dos mais esdrúxulos ângulos. Antes de adentrar ao “formigueiro”, comece tomando um sorvete em Circular Quay. A estação de metrô tem de tudo, de lojinhas de suvenires a lanchonetes de fast food. Mas a estrela do lugar é o quiosque do Gelatissimo. São variados sabores de sorvetes de massa com preços justos em dólares australianos. Uma bola sai por 4 dólares, aproximadamente 12 reais. Se pode parecer salgado na conversão, compensa pelos sabores que só encontramos na Austrália. De frente para o mar é só escolher para onde ir. À direta, em direção à Opera House, ficam dezenas de bares e restaurantes charmosos, além de mais lojas de suvenires. O mais gostoso é sentar e tomar um drinque, ou mesmo um café, observando a movimentação de pessoas e de barcos. Se o turista é do tipo que gosta de agitação, então deve ir na sexta à noite, dia mais movimentado e cheio de gente do mundo inteiro.

 

Se a grana estiver curta, não há problema. Em Sydney Harbour há bancos de frente para a baía. Então é só sentar e curtir a paisagem. No fim do calçadão fica a Opera House. Você não precisa pagar nada para se embasbacar com este edifício projetado pelo dinamarquês Jørn Utzon. Suba a escadaria, percorra os níveis externos ou simplesmente se sente bem de frente para o gol. Impossível não se emocionar com as linhas, os azulejos, os traços tão marcantes da edificação. O lugar também é ponto de encontro durante o happy hour e seus bares externos ficam lotados. A Opera House não vende tíquetes para visitas. O turista pode entrar nas áreas comuns do edifícios. Porém, estão disponíveis tours guiados com acesso aos teatros e também aos bastidores. Outras opções incluem também jantar, além do tour e uma atração da noite. Informações em www.sydneyoperahouse.com/packages/listing.aspx.

Voltando para Circular Quay, bem em frente à estação fica o Museu de Arte Contemporânea, com um gigantesco acervo de obras e filmes de artistas tipicamente australianos. À esquerda fica a Harbour Bridge, ponte famosa por ser a primeira no mundo em que os fogos de artifício anunciam a chegada de cada Ano-Novo. Deste lado, a visão da Opera House é ainda mais linda. Caminhando pela orla encontra-se facilmente a ponte. O visitante pode conhecer de perto Habour Bridge em um tour que dura entre uma hora e meia até três horas e meia. O ingresso mais barato sai por 158 dólares australianos, cerca de 475 reais. Informações em www.bridgeclimb.com.

Palco principal da Opera House

Bem próximo da Harbour Bridge fica The Rocks, um dos bairros mais antigos de Sydney. Velho conhecido de prisioneiros enviados pela coroa britânica na época da colonização, o bairro manteve sua arquitetura construída sobre pedras, com becos e ruas estreitas. Além de um imprescindível passeio histórico, The Rocks tem feiras de artesanato e antiguidades e também abriga pubs com menus de cervejas locais e produzidas artesanalmente. Não estranhe se tiver que comprar a comida em um restaurante e tomar a cerveja em outro. Muitos pubs, que não têm cozinha, preferem que seus clientes peguem a refeição em outro lugar. The Rocks também tem lojas e galerias, lugares para passar horas e horas a fio. Ali perto também ficam a Sydney Theatre Company, com uma agenda anual de espetáculos teatrais, e ainda a Sydney Dance Company, com apresentações regulares de dança.

Hyde Park É o parque público mais antigo de toda a Austrália. Fica bem no centro financeiro de Sydney e é como um oásis no meio da cidade. Um lugar para descansar, principalmente após uma longa caminhada. Em volta, lugares importantes para se ver como a Corte Suprema do estado de New South Wales, a igreja de St. James e a belíssima catedral de St. Mary’s, além do Australian Museum.

 

Veja mais e pague menos

Com o dólar australiano valendo 3 reais, uma opção para visitar vários lugares pagando apenas um ingresso é o Pass Deal. O passaporte sai por 69 dólares australianos, cerca de 207 reais, e dá acesso a cinco atrações.

Madame Tussauds www.madametussauds.com.au/sydney/en. O famoso museu de cera fica no Darling Harbour e conta com uma coleção de estátuas que incluem celebridades australianas como Kylie Minogue e Hugh Jackman, além de famosos internacionais como Madonna e Michael Jackson.

Wild Life Sydney Zoo www.wildlifesydney.com.au. O Wild Life é um pequeno zoológico. A grande atração, além dos coalas e cangurus, é um crocodilo gigantesco que habita um aquário transparente.

Sea Life Sydney Aquarium www.sydneyaquarium.com.au. O Sea Life Sydney Aquarium é dono de uma coleção de mais de 13 mil espécies de animais e peixes marinhos. O passeio mais interessante é sob o aquário dos tubarões e raias, onde é possível ver de pertinho essas criaturas assustadoras.

Bondi Beach

Sydney Tower – Vá para o Centro e pertinho do Hyde Park, dentro do shopping Westfield, entre Pitt Street e Market Street fica a torre de observação de Sydney. São 309 metros de altura. Quem gosta de aventura pode pagar um extra e passear pelo lado de fora, o Skywalk.

 

Manly Sea Life Sanctuary – Pegue o ferry em Circular Quay e vá para Mainly, que além de bela praia, abriga o Manly Sea Life Sanctuary. O lugar é um aquário com tubarões, raias gigantes, tartarugas, pinguins e diversos animais marinhos. Uma atração radical é o Shark Dive Xtreme, mergulho com tubarões de três metros de comprimento.

Bondi Beach – A praia mais famosa da Austrália fica no bairro de Bondi Junction. Chegar lá é super fácil. De Circular Quay partem ônibus e para quem está de metrô, é possível ir até a estação de Bondi Junction e de lá tomar um ônibus que deixa na beira da praia. Vale lembrar que, apesar do calor no Verão, as águas do pacífico são geladas. Bondi, além de surfistas, gente bonita e azaração, tem toda estrutura de apoio ao visitante, com bares, restaurantes, lanchonetes e hotéis. A praia também tem um centro cultural com programação durante todo o ano, um lindo muro sempre renovado com grafites de artistas locais e feirinhas de artesanato. O lugar é para passar o dia e aproveitar ao máximo.

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Eduardo Gregori

Eduardo Gregori é jornalista profissional especializado em turismo. Eduardo Gregori is a professional tourism journalist

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