Tá frio? fuja para Miami

Sol e praia o ano inteiro, gastronomia com forte influência latina, hotéis deslumbrantes, vida noturna vibrante, paraíso das compras e tudo isso sob uma atmosfera com pitada caribenha. Rio, Cancún, Varadero? Até poderia ser. Porém, nenhum outro destino no mundo, que não está na América Latina, consegue traduzir tão bem o nosso south american way quanto Miami. Com uma atmosfera tão caliente, é impossível não se sentir em casa em um destino já bem conhecido e muito querido dos brasileiros. Em 2014, 14,1 milhões de pessoas visitaram a cidade, 755,5 mil delas partiram do Brasil. Engana-se o turista que já esteve em Miami, que a viagem se resuma apenas a agitada South Beach e sua belíssima arquitetura art deco que domina a Ocean Drive. Cosmopolita como é, a cidade se reinventa a cada dia. Recentemente, o Eden Roc e o Fontainebleau, hotéis emblemáticos que, na década de 1960 alçaram o município a um dos lugares mais desejados do mundo, foram inteiramente repaginados. Outros cantos revitalizados foram os bairros de Surfside funky e North Beach, conhecidos pela grande oferta de serviços e, principalmente, pelo fácil acesso à praia.

Art Deco District, em Miami

Para quem visita o destino pela primeira vez, o roteiro deve começar pelo óbvio: a tradicional South Beach e o Art Deco District. A chamada Riviera Americana é o cartão-postal e coração de Miami. A praia de areia branca e de mar azul bem claro — pano de fundo de milhares de produções hollywoodianas e da TV norte-americana — , é o hotspot onde anônimos e celebridades reúnem-se para desfrutar do eterno Verão que só Miami tem. Mesmo no Inverno, quando outras partes dos Estados Unidos estão cobertas pela neve, a capital latina da Flórida mantém seu clima agradável como se estivesse abaixo da linha do Equador.

Entre mergulhos e o banho de sol, ou mesmo para quem não quer colocar os pés na areia, South Beach também pode ser desfrutada em seus sabores. A faixa de areia tem inúmeros restaurantes com vocações desde a culinária gourmet, alta gastronomia, ao casual da cozinha à beira mar. Ali fica uma mistura eclética de butiques, galerias e museus, além de edifícios históricos, que deram à cidade sua imagem internacional. Quem já visitou pode ir além e explorar outros lugares tão belos quanto South Beach, como Coral Gables, Little Havana e Coconut Grove. E se o visitante se fartar de praia, sol e dos multicoloridos haute cocktails, pode aproveitar tudo que uma metrópole tem a oferecer, desde arte, compras a uma incrível vida noturna.

South Beach

Miami tem uma agenda cultural muito ativa. Um dos maiores redutos das artes dos EUA fica na cidade. O Adrienne Arsht Center for the Performing Arts of Miami-Dade County tem um calendário anual de performances com grandes artistas nacionais e estrangeiros. O espaço funciona também como uma escola que incentiva crianças e adultos no desenvolvimento das artes. O Adrienne Arsht Center abriga ainda o Florida Grand Opera e o Miami City Ballet, que também recebem eventos durante todo o ano. Em tamanho, o centro é o segundo dos EUA, atrás apenas do Lincoln Center, de Nova York. Se o sol e o calor convidam visitantes e moradores a saírem, o distrito de Wynwood tira proveito do clima agradável para unir arte ao ar livre. O bairro abriga mais de 100 galerias, além de surpreendentes paredes utilizadas como murais de arte urbana. Atualmente podem ser apreciadas pelas ruas de Wynwood 40 paredes com trabalhos de artistas de todo o mundo.

Vinte quatro por sete
Frank Sinatra poderia ter trocado Nova York por Miami, na letra da canção New York, New York, ao se referir à “cidade que nunca dorme”. A vida noturna na metrópole do Sul da Flórida é tão vibrante quanto na Big Apple. E Miami tem opções de diversão noturna para todos os gostos, da típica taberna europeia ao clube de música eletrônica. Quem gosta de grandes festas comandadas por DJs pode curtir uma cena eletrônica com pegada europeia em South Beach. Os maiores clubes da cidade como a LIV, Mansion or o Set ficam no bairro. Mas South Beach também tem recantos menores para curtir, especialmente tarde da noite, com lounges e bares em volta de piscinas, em que a especialidade são os coquetéis, ou ainda pequenos e tranquilos espaços para degustar cervejas. Uma dica é passear pelas avenidas Collins, Ocean Drive e Washington, onde ficam os melhores bares da cidade.

Em Midtown e Wynwood é preciso prestar atenção. Em transformação constante, os bairros têm sempre algo de novo acontecendo. O charme é encontrar lugares sofisticados e aconchegantes, como uma taberna de madeira, a Wood Tavern, ou o Bardot, uma espécie de sala de música ao vivo, ambos meio escondidos na paisagem urbana. Downtown é uma das áreas mais antigas da cidade, onde a população vai fazer o happy hour e, nas sextas-feiras, estende o programa até altas horas da noite. Um dos melhores lugares para ir é o Tobacco Road. O bar é conhecido pela cerveja e pela programação musical ao vivo, que inclui jazz, blues e R&B. Outros lugares para visitar no Centro são o Blackbird Ordinary — onde há jogos de tabuleiro e drinques artesanais — e o lendário Club Space, templo da música house e trance, que funciona até alta madrugada. O turista que aprecia cervejas deve fazer um roteiro que inclua o Democratic Republic of Beer e The Vagabond, ambos com variados rótulos da bebida.

Ocean Drive, o pint mais agitado de Miami
Ocean Drive, o point mais agitado de Miami

O distrito de Coconut Groove ferve com seus bares universitários e pequenos restaurantes, onde é possível degustar drinques ao ar livre e comer bem. Um dos favoritos é o Sandbar Sports Grill, famoso pelos tacos de peixe. Já o terraço do Mayfair Hotel tem um ambiente elegante e uma vista espetacular da Baía de Biscayne. Por fim, o Monty’s Raw Bar é o lugar para relaxar com a vista da orla e degustar uma jarra de cerveja ao som de um DJ residente.

Moda
Ir a Miami e não trazer nada na mala é como ir a Roma e não ver o Papa. O balneário mais hype do Tio Sam tem um dos bairros mais sofisticados e elegantes quando o assunto é moda. E não é preciso ir a Paris ou a Milão para adquirir peças de grifes internacionais. É no Design District que fica o burburinho das lojas mais exclusivas da cidade, com butiques de Cartier, Tom Ford e Burberry. Em breve, o bairro contará com outras marcas de renome, como Christian Dior, Fendi, Bulgari, Pucci e Marc Jacobs. Se o turista se cansar das compras, é só escolher uma cafeteria para relaxar e ganhar uma energia extra ao apurar o paladar com cafés de alguns dos melhores terroirs do mundo, entre eles Cuba, Venezuela e, claro, Brasil. Se a temperatura estiver alta, os bares oferecem variados rótulos de cervejas, sucos e coquetéis com ou sem álcool.

Design District: móveis com assinatura

Rotas Diárias
O Aeroporto Internacional de Viracopos conta com frequências diárias para Miami. A Azul opera diariamente para Fort Lauderdale, a cerca de 40 quilômetros de Miami e para Orlando.

AZUL – Via Fort Lauderdale
Partida: 23h27 diariamente

AZUL – Diariamente Via Orlando
Partida: 11h04

Brasileiros tomam cidade de assalto
Se dependesse do turista brasileiro, a bandeira de Miami seria verde e amarela e a língua oficial seria o português. A cidade preferida dos brasucas recebeu em 2013 mais de 750 mil visitantes, que injetaram cerca de US$ 1,6 bilhão na economia local. E Miami quer mais e mais visitantes do Brasil. Apesar de o crescimento de 9,5% em relação a 2012, a expectativa é que, com voos partindo, principalmente do Aeroporto de Viracopos, novos turistas desembarquem na cidade para vivenciar de perto o que realmente o destino tem a oferecer ao seu visitante.

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Eduardo Gregori

Eduardo Gregori é jornalista profissional e consultor de viagens. Eduardo Gregori is a professional journalist and travel consultant.

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