Vancouver: Destino de bem-estar

Segurança, beleza natural, bons preços, respeito à diversidade e qualidade da educação têm levado muitos brasileiros para o Canadá e não apenas para morar. O número de visitantes brasileiros vem crescendo a cada ano e só não é maior pela limitação no número de voos que partem do Brasil. Atualmente, apenas um voo de São Paulo parte diariamente e sem escalas para Toronto. Há outras opções, com conexões em cidades dos Estados Unidos (o que exige visto americano) e também da Cidade do Panamá. O Turismo explorou três das maiores cidades do país norte-americano e publica nesta e nas duas próximas edições, roteiros e impressões sobre os destinos. Começamos por Vancouver, uma das mais belas cidades canadenses, onde a natureza é generosa.

O Canadá é muito frio, é verdade, mas é Verão no hemisfério Norte. Então, se o turista não suporta baixas temperaturas, a estação mais quente do ano é ideal para visitar o país. Sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, Vancouver respira qualidade de vida baseada em atividades físicas, mas sem sofrimentos. Caminhar, correr e pedalar com uma vista de tirar o fôlego deixa qualquer um com a maior disposição. Vancouver fica na Colúmbia Britânica, a terceira maior província do Canadá. No extremo Oeste do país, é banhada pelas gélidas águas do Pacífico. Nem mesmo o frio desanima quem vive e visita a cidade. A região, cuja Capital é Vitória, pode se gabar de ser a província com maior número de parques e reservas naturais do Canadá e ainda de estar entre as cidades com o maior número de visitantes.  Uma preocupação de quem chega a um novo destino é a ligação entre aeroporto e Centro. Em Vancouver é muito fácil sair do terminal e rumar para qualquer parte da cidade. A Canada Line é uma linha que liga o aeroporto ao Centro e a Richmond, cidade na região metropolitana. A Canada Line também se integra ao Sky Train, o sistema de metrô de Vancouver. O percurso entre aeroporto e Centro não dura mais que 20 minutos.

Com muitos e belos parques, Vancouver inspira atividades ao ar livre. Então, bastou sair um solzinho para os moradores vestirem roupas leves e aproveitarem o dia fora de casa. O turista que quer de fato conhecer a cidade, deve fazer o mesmo. Afinal ninguém viaja para ficar enfurnado em um quarto de hotel.
Um dos locais que melhor traduz esse espírito de bem-estar é o Stanley Park. Totalmente arborizado, o parque provoca uma sensação de contato absoluto com a natureza. O melhor de tudo é que fica bem na área central da cidade, com fácil acesso. O parque é um incentivo a mover o corpo, seja em uma revigorante caminhada, ou em passeios de bicicleta. São nove quilômetros de percurso, tendo como incentivo uma belíssima vista da cidade à beira mar. Se o turista tiver um pouco mais de coragem, pode cair na água gelada e se refrescar. Com seus 400 hectares, fica difícil conhecer o local em apenas um dia. E isso é ótimo, pois a cada visita descobre-se um canto charmoso. Além de correr ou caminhar, as vias também servem para patinar, então é só levar os patins e deslizar. Mas o Stanley não para por aí. O parque tem campo de golfe, tênis, boliche, área de pesca, e essas atividades podem (e devem) ser praticadas por qualquer pessoa, mesmo quem nunca viu na vida um taco de golfe.

 

Para aqueles que não costumam praticar esportes ou outras atividades físicas, o parque tem diversas atrações como piscinas, aquário e playground para crianças. Quer aproveitar mais o passeio? Leve lanche e faça um piquenique. Ninguém vai pensar que você é farofeiro. Comer ao ar livre e aproveitar cada minuto do sol é bem comum por lá. Uma dica: não leve nenhum tipo de bebida alcoólica. No Canadá, a lei proíbe o consumo de álcool em locais públicos como parques, praças e praias.

Explorando a cidade
Depois de um contato próximo à natureza, nada melhor que matar a fome. E o interessante na parte gastronômica de uma viagem é conhecer mercados locais. O de Granville Island é um dos mais simpáticos. O local oferece uma quase infindável variedade de pratos típicos, com destaque para os frutos do mar. Os alérgicos ou que não gostem dessas iguarias, podem optar por pratos elaborados com carne bovina ou ainda lanches rápidos com sanduíches e pizzas. Outro grande atrativo é o preço. No Granville tudo é bem barato e sem perder a qualidade. Quem gosta de levar para casa algum tipo de lembrança, encontra no mercado lojinhas com variados tipos de alimento, desde doces típicos até o xarope de maple, folha que estampa a bandeira do Canadá que é transformada, entre outras coisas, em geleia. A visita ao mercado merece uma esticada até sua vizinha mais próxima, a tradicional cervejaria Granville Island. A fábrica tem roteiros guiados que passam pela linha de produção, bar de degustação e loja, onde são vendidos os mais diversos rótulos fabricados por ela. Mais informação sobre Granville Island em www.granvilleisland.com

Praia de Kitsilano, ou simplesmente Kits

Associada ao frio, cidade também tem lado tropical
É difícil associar o Canadá a um lugar tão tropical quanto a praia. Mas não é que Vancouver tem as suas, e como é Verão por lá, elas ficam lotadas? Porém, é preciso equalizar o que significa Verão nas praias canadenses. Lá, o calor não chega nem perto dos nossos 40 graus centígrados. Em um dia ensolarado e sem muito vento, a temperatura pode alcançar 25 graus centígrados. Kitsilano, ou simplesmente Kits, não tem lá uma beleza natural a altura das praias brasileiras, mas é um lugar muito agradável, principalmente para passar um dia preguiçoso na areia. O bom é que a praia conta com mesas, assim dá para levar lanche e comer ali mesmo, no maior sossego. O turista com pique, pode caminhar pela orla ou se exercitar correndo na areia, ou ainda participando de um jogo de vôlei. Como está em uma das regiões mais badaladas de Vancouver, o local reúne gente jovem e com vontade de paquerar. Se esse é o propósito, então o lugar é perfeito. Para saber como chegar, acesse o link: www.city.vancouver.bc.ca/parks/rec/beaches/kitsb.htm

Outro local à beira mar é English Bay. A praia tem como atração principal o pôr do sol, que durante o Verão acontece entre 21h e 22h. Basta chegar, procurar um banco, sentar e se deslumbrar com o espetáculo natural. English Bay é repleta de bares e restaurantes para curtir antes ou depois do pôr do sol. E o turista que queira esticar o passeio e queimar algumas calorias, pode optar pelo calçadão, chamado de Sea Wall, que contorna o Stanley Park.

Um lugar igualmente incrível para conhecer é Gastown. O bairro, um dos mais antigos da cidade, tem um ar vintage com seus edifícios de tijolos à vista. A principal atração é um antigo relógio a vapor que ainda funciona. Outro programa é comprar suvenires. A região é conhecida por suas lojas de lembrancinhas a preços razoáveis. Entre um passeio e outro, Gastown é ótimo para sentar em um cafeteria e degustar demoradamente um chá ou café. Se optar por café, peça um espresso, pois o café comum servido no Canadá é muito fraco. Outra boa pedida é jantar por lá. E não é necessário fazer reservas, pois sempre há lugar para mais um. Mais informação em www.gastown.org

Sobrevoando a cidade
Aeroporto não é bem o que um viajante pode chamar de atração turística. Porém, em Vancouver, o terminal regional construído no Coal Harbour, em cima da água e com hidroaviões, muda completamente essa visão. O turista pode visitar o parque bem em frente ao aeroporto, curtir a brisa e acompanhar de perto a movimentação das aeronaves no espelho d’água. Além de servir a região com rotas regulares, o terminal também oferece voos panorâmicos. Então, além de observar o vai e vem dos hidroaviões do solo, é possível comprar uma passagem, sobrevoar Vancouver, e ver a cidade de um ângulo privilegiado. Os roteiros da Habour Air Seaplanes (www.harbourair.com) são diversos, entre Vancouver Island, Gulf Island e Horseshoe Bay. O passeio é feito em aeronaves pequenas e que acomodam com conforto um grupo de 10 pessoas.

O roteiro pode ser combinado com outros passeios, como o sobrevoo da baía de Horseshoe até a Marina Sewell, onde é possível alugar barcos (www.sewellsmarina.com), entre eles o Zodiac, que corta as águas em alta velocidade. Com serviço de guia, o passeio é voltado para observação da fauna e flora locais, com um pouco de adrenalina, assim que o condutor pisa fundo no acelerador. Prepare-se para ficar molhado, mas trajes de proteção contra água fazem parte do pacote. O passageiro tem à sua escolha a possibilidade de voltar para a marina e tomar o avião para Coal Harbour, em Vancouver, ou seguir de barco. A segunda opção é a melhor, pois o trajeto garante belas paisagens.

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Pacific Centre

Compras
O Canadá não é os Estados Unidos no quesito compras. Os preços podem ser ligeiramente ou muito mais altos que na América. Mas existem lojas onde é possível encontrar roupas e outros produtos com preços bem interessantes. O Pacific Centre (www.pacificcentre.ca ) é ideal para quem está hospedado na região central. O shopping tem desde lojas de grife como Michael Kors até populares como a H&M, além de uma providencial Apple Store. O maior shopping porém, é o Metrotown (www.metropolisatmetrotown.com), que fica na periferia da cidade. São mais de 400 lojas, além de restaurantes e teatros. Para chegar lá só de táxi, ônibus ou de Skytrain. Aliás, esta última é melhor maneira de ir ao centro de compras, que conta com uma estação de metrô.

Hospede-se com luxo
Um dos emblemáticos edifícios cravados no Centro de Vancouver é o Fairmont Hotel Vancouver (www.fairmont.com/hotel-vancouver). Em estilo com inspiração vitoriana, o hotel é chamado de Castelo na Cidade. Com mais de 70 anos de história, passa por um processo de renovação e apenas a obra do bar e do restaurante da cobertura consumiu um investimento de 12 milhões de dólares canadenses. Seguindo o estilo de vida inglês, o Fairmont mantém vivas tradições como a do chá, servido sempre às 5h da tarde. O Fairmont preza por detalhes. Nos quartos, mimos como máquinas de café e chá, além de outros itens que proporcionam conforto, como cremes, xampus e condicionadores de grife. E se o hóspede não quiser fazer as refeições nos restaurantes, pode pedir no quarto e ainda contar com um concierge exclusivo.

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O Fairmont tem ainda amenidades que incluem academia, piscina interna, spa e também recebe hóspedes acompanhados de animais domésticos. Com dois enormes salões, não é difícil esbarrar com noivos e executivos, que utilizam os espaços para casamentos, convenções e outros tipos de eventos. Outra vantagem de se hospedar no Fairmont é a localização, bem no centro nervoso da cidade. O Hotel fica perto de tudo, do Pacific Centre ao Coal Habour, umas das regiões mais belas de Vancouver.

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Eduardo Gregori

Eduardo Gregori é jornalista profissional e consultor de viagens. Eduardo Gregori is a professional journalist and travel consultant.

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