Verona, a cidade da beleza onipresente

Piazza Del Signori

Cheguei em Verona — terra da tragédia romântica mais famosa da literatura: Romeu e Juileta, de William Shakespeare — durante o Verão europeu. O sol no Norte da Itália é escaldante, por isso, se o turista pretende visitar a cidade nessa época do ano, é imprescindível munir-se de roupas leves, calçados confortáveis e uma garrafa de água. Verona é uma cidade que deve constar na lista de quem visita a Itália, mas é preciso uma dose cavalar de paciência, pois suas ruas, lojas, bares e pontos turísticos ficam apinhados de gente. Chega a ser incômodo. Mas se o visitante não tem outro período do ano mais tranquilo para passear por suas ruas, então o jeito é entrar no clima.

Verona é relativamente pequena, então, o destino pode ser combinado com outras cidades próximas e não obrigatoriamente deva ser um lugar para ficar mais de um ou dois dias, a menos que se deseje explorar todos seus cantos, o que não é uma má ideia, principalmente para quem tem tempo disponível. Ficar um dia não quer dizer que a cidade seja menos importante. Aliás, seus monumentos grandiosos lhe renderam o título de La Piccola Roma, então, imagine o quão preciosa e bela seja.

Piazza Brà

A visita deve começar pela Piazza Brà, a principal da cidade. Ali fica a imponente arena. O anfiteatro, construído no ano 30 a.C., é o terceiro maior do mundo e o mais bem conservado, inclusive se comparado ao emblemático de Roma. Além de visitar o lugar, o turista pode também assistir a eventos culturais, uma vez que a arena é palco frequente de shows e concertos.

Catedral de Verona

Mas a Piazza Brà não se resume apenas na arena, muito pelo contrário, ela abriga restaurantes, cafés, bares e edificações históricas, como o Palazzo della Gran Guardia, uma belíssima construção do século XVII que serviu como abrigo da guarda. O maior charme da Piazza Brà são suas frondosas árvores e bancos, onde é possível sentar e apreciar a vista. Gente batendo papo, passando apressado, fazendo piquenique ou turistas alvoroçados, todos passam por lá. Assim como em Roma, é possível fazer fotos com homens fantasiados de gladiadores, mas é preciso dar uma gorjeta.

Se o dia estiver quente, a praça tem barraquinhas que vendem água, refrigerantes e até sorvete, no caso, o italianíssimo gelato, uma delícia. A Piazza Brà também convida a sentar em um de seus incontáveis cafés e restaurantes e passar horas de ócio, degustando pratos italianos ou um bom café. Não é à toa que no Verão seja tão difícil encontrar um lugar, mas é só ter paciência e aproveitar!

Via Manzini

Verona, como uma boa cidade italiana, é muito antenada em moda. A Via Manzini, o calçadão que começa bem ao lado da arena, é lotada de lojas de grifes. Então, se o orçamento permitir, ali mesmo é o local para se munir de peças de marcas conhecidas do universo fashion. Mas a via também tem outras dezenas de lojas populares e não apenas de roupas. Como em qualquer centrão, a gente encontra de alho a bugalho. Além do vai e vem, a Via Manzini é quase um museu a céu aberto, com suas construções históricas, lugar para ter um contato mais íntimo com o passado.

Seguindo até a Piazza delle Erbe, logo se encontra a casa de Julieta (Via Capello 23), de longe a atração mais visitada da cidade. Se a histórica briga entre as famílias Montecchio e Capuleto é verdade ou não, pouco importa. O que vale é visitar o famoso balcão onde Julieta era cortejada por seu amado Romeu. Para quem está à procura da alma gêmea, a tradição é escrever o nome dele ou dela na parede e tocar os seis da estátua de Julieta. Quem embarca na história pode visitar o Monastério de San Francesco al Corso (Via del Pontiere 35), onde o suposto corpo de Julieta estaria enterrado e, a igreja que fica ao lado, teria sido palco do casamento mais romântico da literatura.

Estátua de Julieta

Caminhando pelo Centro até a Piazza dei Signori, as belezas arquitetônicas ficam por conta do palácio do governo e da Torre dei Lambertini. Mas na praça também fica uma feirinha que vende de tudo. Se o turista não for a Veneza, não há problema, ali há dezenas de máscaras venezianas à venda, e de todos os tamanhos e preços. E não só isso, mas uma quinquilharia infindável de artigos italianos made in China. Cruze a praça e prove mais um café ou um sorvete, sempre há alguma cafeteria e gelateria por perto, uma bênção. Difícil estar em Verona e não se desvencilhar da história de Romeu e Julieta. A poucos passos da Piazza dei Signori fica a casa de Romeu. A casa em si parece mais uma fortaleza e em nada lembra a romântica residência de sua amada. Talvez por isso o local não fique tão apinhado, mas vale, no mínimo, um registro fotográfico.

Praça em Verona

Outro lugar que não pode ficar fora do roteiro é a catedral de Santa Maria Matricolare, também conhecida como Duomo di Verona. Erguida em estilo romanesco, o templo sofreu incontáveis intervenções arquitetônicas. A visita deve ser feita não apenas do ponto de vista religioso, mas histórico, tamanha beleza da edificação. Para finalizar a visita no clima romântico, o Giardino Giusti ou Jardim de Giusti é um dos pontos turísticos mais belos de Verona. O lugar é um clássico jardim do século XV e, apesar de também atrair milhares de turistas, um certo silêncio toma conta do lugar de vez em quando.

Coliseu

O jardim conta com um mirante, de onde se tem uma bela vista da Verona e sua estrutura segue perfeitamente preservada como Agostino Giusti, Cavaleiro da Républica Veneziana a construiu. Além do verde onipresente, o jardim é ornado por fontes, estátuas e um labirinto. O jardim funciona todos os dias das 9h às 20h e o preço da entrada é 6 euros.

 

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Eduardo Gregori

Eduardo Gregori é jornalista profissional especializado em turismo. Eduardo Gregori is a professional tourism journalist

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